sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Poesias biodegradáveis

No momento
Minha única certeza
Era aquela poesia,
Fluindo no cano
Rumo a distante baia
Palavra a palavra
Vestida em nobre caligrafia
Em papel rasgado em ira
Decompondo-se
Em sua biodegradabilidade,
Pelas quentes, úmidas e escuras,
Instancias recônditas da humanidade
Sob indiferentes retinas e alfaias
De ratos , baratas e lacraias... 



Veras

Um comentário:

  1. Poesia foi diluindo-se...

    até ser injetada na minha mente.


    Gostei do blog.

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