Dentro da cabeça que dormia
Iluminava as silenciosas trevas
O magma espesso que fluía
Erguiam-se monumentais
Cordilheiras nevadas que subiam
Que espetavam nuvens
Que perfuravam céus
Chegando a um passo
De uma intrigada lua
Dentro da cabeça que dormia
Com os mapas das distancias impossíveis
Exercitavam-se asas brancas e cinzas
No humano dorso em que cresciam
E fora da cabeça que dormia
Encostado na parede por pintar
Eu, ali, parado
A observar
Veras
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