segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meu poema sem fim


Pousa cândido,
e rasteja tétrico,
dorme entre crianças
e as devora pela manhã...

Ele nunca terá fim,
e a releitura sempre o despertará,
incômodo
apertado
incompleto
insatisfeito
expondo seu pleito
às setas dos meus olhos cúmplices

Este amórfico poema
implora, aos prantos
que eu o abandone,
que o deixe renascer
nos olhos de outros tantos
que o queiram ler
sem suscitar os espantos
do meu compulsivo reescrever



Veras







Um comentário:

  1. Parabéns você escreve muito bem!!!
    Deveria publicar um livro XDD


    Parabéns mesmo

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